Redação » Estrangeirismos

 
Devemos reprimir o uso de palavras estrangeiras?       O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) criou um projeto de lei que limita o uso de palavras estrangeiras. A proposta foi aprovada na Câmara e aguarda votação no Senado. Se virar lei, passaremos a ter um glossário oficial de aportuguesamento e todo vocábulo estrangeiro, quando publicado na imprensa ou em anúncios publicitários, terá de vir acompanhado de um correspondente em português. Os estrangeirismos devem mesmo ser coibidos?       Leia mais sobre o assunto AQUI       Sim. A História nos ensina que a imposição da língua é uma firma de dominação de um povo sobre outro. O estrangeirismo abusivo é lesivo ao patrimônio cultural e está promovendo uma verdadeira descaracterização da língua portuguesa. Nosso idioma oficial passa por uma transformação que não se ajusta aos processos aceitos de evolução das línguas Que obrigação tem um brasileiro de entender que uma mercadoria on sale está em liquidação? Aldo Rabelo, deputado federal (PC do B -SP) e autor do projeto de 1ei que restringe o uso de estrangeirismos.       Não. As pessoas que pensam que a língua brasileira está ameaçada com a entrada de palavras estrangeiras — como ocorre com o vocabulário da informática, das finanças e dos esportes - não observam a aplicação dos estrangeirismos. Quase sempre o importado aparece em co-ocorrência com um equivalente nacional, sinal de que os falantes estão experimentando para ver se ficam com a palavra de fora ou se vão simplesmente descartá-la Carlos Faraco, da Univ. Federal do Paraná, organizou o livro Estrangeirismos: Guerras em Torno da Língua       Não. O estrangeirismo é essencial. Negar a influência de um idioma sobre outro é negar a natureza de todas as línguas. Cerca de 70% das palavras do português vêm do latim e o restante, de outros idiomas. Apesar da luta dos puristas de todas as épocas, as línguas vivem em constante aprimoramento. Ainda assim, acredito que uma eventual estratégia de defesa do idioma não deveria ser feita por decreto, mas pela melhoria do sistema educacional. Francisco Marto de Moura, autor de livros didáticos de Língua Portuguesa       Revista NOVA ESCOLA, março de 2003.       Samba do Approach       Composição: Zeca Baleiro       Interpretação: Zeca Baleiro e Zeca Pagodinho       Venha provar meu brunch       Saiba que eu tenho approach       Na hora do lunch       Eu ando de ferryboat       Eu tenho savoir-faire       Meu temperamento é light       Minha casa é hi-tech       Toda hora rola um insight       Já fui fã do Jethro Tull       Hoje me amarro no Slash       Minha vida agora é cool       Meu passado é que foi trash       Fica ligada no link       Que eu vou confessar my love       Depois do décimo drink       Só um bom e velho engov       Eu tirei o meu green card       E fui pra Miami Beach       Posso não ser pop star       Mas já sou um nouveau riche       Eu tenho sex-appeal       Saca só meu background       Veloz como Damon Hill       Tenaz como Fittipaldi       Não dispenso um happy end       Quero jogar no dream team       De dia um macho man       E de noite drag queen       O que é cultura?       A primeira coisa é definir cultura. A definição melhor é que cultura é tudo o que o homem faz. Para poder sobreviver e se relacionar com o mundo exterior, o homem cria uma espécie de muro ao seu redor, que lhe facilita o seu relacionamento com o mundo. Assim, cultura é a maneira de falar (língua), a maneira de vestir, de morar, de comer, de trabalhar, de rezar, de comunicar. Essa cultura fica sendo a sua garantia, sua defesa. Quando essa cultura é destruída, o povo fica desprotegido e facilmente pode ser dominado e até destruído. Todo o povo se afirma como povo na medida em que consegue produzir essa fortificação, que fica sendo a razão mesma de seu existir. Por isso se diz que a cultura é a alma dum povo. Povo sem cultura é povo sem alma, sem identidade.       Examinado a história, vemos que os povos conquistadores sabiam disso muito bem. Os romanos, para poder dominar totalmente os povos e não deixá-los mais levantar a cabeça, destruíam sua cultura: destruíam os monumentos, não deixavam mais falar sua língua (exigiam que falassem o latim, língua dos dominadores), roubavam os seus deuses... Se a cultura é a alma de um povo, a religião é o centro, a alma da cultura. Quando um povo não tem mais onde se agarrar, ele se agarra na religião, que fica sendo o grito desesperado de sobrevivência de um povo. Os movimentos messiânicos provam isso muito bem. Os romanos, porque eram supersticiosos, não destruíam os deuses dos povos dominados, mas roubavam os deuses e os levavam para Roma, onde os colocavam num templo especial. Se por acaso algum deus funcionasse... ele não ficaria de mal com os conquistadores.       Outro exemplo da destruição dum povo através da cultura é caso da conquista da América Central pelos espanhóis. Dizem os historiadores que na cidade do México as fogueiras arderam durante semanas, queimando tudo o que os conquistadores encontravam. Coisas preciosíssimas. Em alguns pontos a cultura mexicana ou a incaica eram até mais adiantadas que a cultura européia. O calendário asteca, por exemplo, era corrigido num décimo de segundo de 52 em 52 anos! Coisa que nós só fazemos agora na era eletrônica. Pois esses povos foram totalmente subjugados, e até hoje não conseguiram recuperar sua identidade e liberdade. Perderam sua cultura, sua alma... (Pedrinho Guareschi, Jornal Mundo Jovem)       Proposta de Redação       Depois de ter lidos os textos, ouvido a música, faça uma dissertação sobre o tema:       ESTRANGEIRISMOS: PROIBIR RESOLVE?       Defenda o seu ponto de vista.

 
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1 Comentários para “ Estrangeirismos - Mais Educação ”

  1. Thayane postou em 29/03/2007

    Como não aprender uma língua (estrangeirismo) que representa um país de 1º Mundo.

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