História do Brasil » República e Eleição no Brasil

 
A palavra República deriva do latim e significa "coisa pública". Ao longo da história a interpretação e o sentido da "República" se modificaram. O conceito
é utilizado pela primeira vez na história antiga de Roma, a partir de 509 aC. quando da organização de uma nova forma de governo, preocupada principalmente
em retirar o poder das mãos de um único homem. Acabava a Monarquia e iniciava-se uma forma de governo onde o poder é dividido e, naquele momento, controlado por um organismo coletivo, o Senado. No entanto o Senado romano administra a "coisa pública', porém o público, quer dizer, o povo, não tem direitos políticos.
No século XVIII a idéia de República se modificou mais uma vez, a partir de idéias dos filósofos iluministas quando, ainda com pouca expressão, surgiua idéia de Sufrágio Universal - um homem, um voto.

A República no Brasil

Os jornais desta semana, ao se referirem à posse do presidente Lula, proclamam
nosso 39O. Presidente da República, sendo a que maioria deles foi escolhida
por poucos eleitores. Desde a formação do regime republicano, o número de eleitores
foi muito pequeno. O primeiro período de nossa história republicana, conhecido
como "
República
Velha
" ou Primeira República (1889 - 1930) foi caracterizado pela instituição
do voto universal, adotado em nossa segunda Constituição (1891), porém somente
colocado em prática 3 anos depois.

O primeiro Presidente da República foi o marechal Deodoro da Fonseca, por conta
de sua participação e liderança no golpe de 15 de novembro de 1889, que eliminou
a monarquia do país. Dois anos depois, pronta a nova Constituição o Brasil viveu
sua primeira eleição presidencial, indireta, quando o mesmo marechal foi mantido
no poder executivo numa eleição que envolveu apenas os membros do Congresso
Nacional em fevereiro de 1891. Algo parecido sucedeu ao nosso segundo Presidente
da República, o Marechal Floriano Peixoto; que assumiu como desdobramento constitucional
da renúncia de Deodoro em novembro de 1891. Para se manter no poder Floriano
utilizou-se da força, tanto política quanto armada, completando o mandato para
o qual havia sido escolhido como vice de Deodoro, em 1894. A partir desse momento
os presidentes passaram a ser eleitos por "sufrágio universal", porém a cidadania
fora dada a cerca de 3% da sociedade brasileira. A Constituição excluía do processo
político a maioria dos brasileiros; as mulheres e analfabetos compunham ¾ dos
brasileiros em idade adulta e sem direitos políticos. Se os números do período
são alarmantes, devemos ainda considerar toda a sistemática política organizada
para preservar o poder das Oligarquias, baseada no voto de cabresto e no coronelismo.

 
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